sábado, setembro 23, 2017

Sou geralmente contra estas coisas, mas assino-as em grande maioria.
Esta é do meu agrado, embora, como as restantes duvide da sua eficácia. Mas vale a pena!!!
Aqui:
https://www.change.org/p/guillermo-fern%C3%A1ndez-vara-cerrar-almaraz?recruiter=17423187&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition&utm_term=autopublish
para fechar Almaraz nunca a alma é pequena.

quarta-feira, setembro 20, 2017

Bem sei que o tempo eleitoral estraga todas as inciativas durante esse.
Nesse dia (28) tenho um convite para falar de jazz em Caldas da Rainha ( no âmbito de um excelente festival anual de Jazz, o Nice nesta cidade), mas se não se confirmar (aparentemente foi julgado dia não conveniente!) certamente estarei neste colóquio com imagem e som de grande interesse.
Aqui:
http://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/Programa_Coloquio_web.pdf

Tenho que referir que no início achei graça, não havia nada, mas ou por os canais informativos e os sinais de fumo terem melhorado ou por esta revista como quase todas as outras se ter aviltado aos interesses mercantis mais paconços, a Time Out perdeu todo e qualquer interesse.
Devia em vez de continuar mergulhado no Cais Sodré e com articulistas obcecados com quem lhes dá borlas ( ou não!) fazer o levantamente das colectividades e do que se faz a sério em Lisboa e arredores e sair do politicamente certinho ( e até a página Gay é de uma pobreza franciscana!).
É raro, muito raro comprá-la, mas sempre lhe passo os olhos, por gentileza do meu ardina.
Este número comprei-o:
embora a miséria que referi seja a habitual, tem Monsanto e algumas indicações interessantes.
Estava na vereação quando com o Paulo Ferrero, que na altura nos assessorava, visitei este  actual"mono", mas uma obra excepcional convertida num detrito:
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/blog/panoramico-de-monsanto-reabre-como-miradouro-091817
na altura falava-se em deslocar para lá os bombeiros sapadores.
Visitei detalhadamente essa obra e cheguei a iniciar a elaboração de um projecto de ocupação e obviamente a recuperação possível desse.
Hoje, talvez com esta notícia, talvez com novos tempos que a cidade vive se possa recuperar esta referência da cidade, para um uso que a dignifique.
Por este o Time Out valeu!

terça-feira, setembro 19, 2017

                                                                         BOM ANO!

domingo, setembro 17, 2017

A religião, o nacionalismo, a intolerância e o fanatismo. Com o populismo e o racismo e xenofobia com eles articulados, e todos os outros processos de exclusão, o sexismo e a homofobia, articulados com as religiões, e a mistificação e invenção das pátrias ligadas ao nacionalismo, são com a ameaça nuclear, também com esses articuladas, a destruição do património e as alterações climáticas que também é base de migrações e guerras, mas podemos continuar mas sempre tombamos, não como os brasileiros tombam, no pensamento único e todo o totalitarismo que a partir desse se gera.
Hoje o talibã catalã:
de um dos mais notáveis cartoonistas do nosso tempo! El Roto!
E aqui:
https://elpais.com/elpais/2017/09/15/opinion/1505471886_748298.html
um artigo notável! 
Tenho que dizer que esta pré-campanha está ao nível do pior circo, dos piores palhaços.
Tenho visto de tudo, do piorio. Estive num debate em Óbidos onde só manifestamente um dos cinco candidatos está, minimamente, preparado para exercer o mandato. Um dos candidatos nem deu uma para a caixa, outro disse uma boçalidades a defender a sua dama, outro era a cassete habitual e o que deveria ser a alternativa só sabia dizer que tinha Óbidos no coração.
Há muita coisa mal, há muitas coisas a emendar, há que encontrar novas formas para que as coisas sigam uma lógica de sustentabilidade, também em Óbidos. Só o actual presidente tem capacidade para prosseguir, também aí.
E hoje fiquei siderado com uma senhora, a senhora Lisboa que disse que queria ... mais um milhão de habitantes para Lisboa. O ridículo não matará estes pseudo candidatos? Ninguém saberá encontrar os verdadeiros problemas e verdadeiras soluções?
E por Oeiras a situação raia a calamidade local. Ex-presidiários, outros que deveriam à conta do que fizeram no exercício tê-lo sido, outros que querem subir do chinelo ou continuar a avistar ilusões.
E por todo o país, por todo o lado, neste, naquele e naqueloutro só se vê incapacidades, incompetências e ignorância. Há alguns aqui e ali que se safam, mas têm a cangalhada toda às costas.
Que tristeza, a abstenção só pode subir, subir muito, muito....

sexta-feira, setembro 15, 2017

Á vista desarmada uma das maiores insanidades deste governo, que hoje foi humilhado com um,a massiva manifestação ( mais de 5000 enfermeiros trajando de negro encheram a D. Carlos, o largo da Assembleia da Rebublica e ruas em redor)
gente jovem e alegre que merece outra atenção de quem nisto manda. É inconcebível o que se está a passar.
Uma manifestação que teve carinho dos populares.

GENIN


Um filme sobre o genial, GRANDE!, GENIN.
Meu ilustrador e amigo.
Um artista completo, que faz lembrar o grande, também genial Rafael Bordalo Pinheiro.
Para quando um convite para uma presença e exibição em Lisboa?





Para ele um forte abraço.

quarta-feira, setembro 13, 2017

É um dos mistérios da distribuição. Temos as nossas "tabacarias" atulhadas de excreta, revistas de caras e do outro lado, revistas de aventuras de supostos famosos, revistas de treta e de treta.
Por aqui e por ali nalgumas ainda vemos revistas de qualidade (todas, obviamente, estrangeiras), além dos jornais (sabiam que está nos 3 primeiros em venda em Portugal El Pais!?) sendo que a soma de estrangeiros em venda fica destacada em 2º a seguir ao correio da manha.
Mas para mim é um mistério a ausência de uma das melhores revistas de pensamento, política, sociologia e literatura, fundado por um homem de elevadíssima craveira autor de uma das melhores denúncias da "Corrupcion y Politica, Javier Pradera e hoje dirigida por um intelectual de referência e desassombro Fernando Savater, a CLAVES.
Que neste número traz um dossier interessante e com excertos notáveis de Marcel Mauss sobre a revolução capitalista * de 1917, na Rússia, e um fundamental artigo sobre a eutanásia, além de outros textos referentes.
* ver o meu livro #Clientelismo#

domingo, setembro 10, 2017


A Unesco a destruir o património

Os casos do Cante e do Fado, mas que pode ser aplicado às línguas e dialectos.

Estive à pouco nas estruturas criadas em Serpa para apoiar o Cante e comprei alguns CDs de grupos do concelho.
Desde há muito que penso escrever sobre a má sorte que com a classificação da UNESCO recaiu sobre as expressões de cultura popular e também pode recair sobre línguas ou falas.
Vejamos o património é resultado das contradições entre as relações de produção e as forças produtivas no quadro de um ambiente determinado, mas que não é estático, e da espiritualidade que a partir desse se estrutura. Com as pedras e com os registos imperecíveis assim como  com  outros elementos difusos, a língua, a gastronomia, a música, a expressão plástica e outros.
As pedras vão-se degradando e o papel da classificação e o trabalho de descoberta de espólios e inventariação, seja dessas seja de elementos que lhe dão sentido é da maior valia.
Em relação a isso também se poderia falar de muitos erros dos burocratas da UNESCO, mas passemos adiante porque é mais difícil, salvo se formos taliban, dar cabo das pedras vivas e do passado dessas, embora, como sabemos também com o apoio da UNESCO deu-se cabo do Vale do Nilo, entre tantos outros, e não esqueçamos o Tua...
Mas embora o tema me tenha sido suscitado pela disparatada ideia de criptografar em lógica de ensino e construir uma gramática a partir desse absurdo, de certas falas que reflectem momentos sócio-eco-culturais, que existem num tempo e são reflexo desse, ao visitar estes espaços em Serpa (de onde virá o guito? Seremos nós a pagar?) tenho que dizer que entornei as águas.
Os CDs, e tudo o que os reflecte, e também com o fado é o mesmo, não têm nada, nada a ver com a memória o elemento que se procura preservar. É uma invenção, uma completa invenção para o turista e para o ignorante que hoje é a grande maioria dos consumidores das produções que passam na televisão ou que entram na grande teta do mercado de massas.
Não sei se era essa a intenção dos promotores das candidaturas, dos seus diversos autores, dos seus putativos beneficiários, mas o facto, a realidade é que com a classificação da UNESCO (haverá alguém preocupado com isso!?) o fado, o verdadeiro fado, de génese popular, vadio ou letrado, das tabernas e salões, de andarilhos e vadios/as, de improvisos e quadras elaboradas e cantadas por verdadeiros fadistas, que tinha andado de chinela ou a vender jornais, ou eram aristocratas, burgueses e escumalha, esse fado que ainda rompia de uma casa de meninas no Bairro Alto, ou do Café Luso, que se ouvia da janela de um palacete no Beato, ou num 2º andar para o Conde Barão, se ouvia quando um grão na asa se arrastava pelas escadarias de Coimbra, mas também numa tasca em Grândola, esse fado, o verdadeiro fado desapareceu, mercantilizado até pelos seus émulos, e hoje a entrar no Passeio dos Alegres e outras tretas dessas ou a fazer as delícias de excursões de japoneses que nem sabem o que estão a beber ( e pagar).
O Fado hoje é uma música banal cantada por vagos fadistas sem enquadramento sociocultural nem falhas no dizer ou na nota. Monotonia para inglês ver, na sua maioria.
Em relação ao Cante a situação é parecida. Tal como o Fado o Cante ainda mais estava ás portas da morte. O fascismo reprimiu-lhe a verve e procurou integrar nele canções gregorianas de igreja além de letras apologéticas de Estado Novo. E o que é grave é que, talvez reforçadas pela apologética idêntica do comunismo ( o Alentejo a alimentar o país, vejam lá!) , que lhe procurou integrar modas a louvar a reforma agrária e até o Vasco Gonçalves, o cante, o verdadeiro cante só sobrevivia escondido em tabernas (e nunca aí ouvi louvar o tal menino) e algures no campo pelas mulheres e tenho que confessar que eram do mais brejeiro (e claro divertidíssimo!).
Pois agora, talvez para alimentar toda a pandilha que foi criada com estes processos, brotam grupos profissionais de Cante, sem nunca terem ido à taberna e sem saberem a metade do que as “ceifeiras” , as verdadeiras sabiam.
Todo muito perfeito, tudo muito pronto para as salas de espectáculo e os filmes que promovem algo que não tem nada que ver com o Cante, com essa forma de resistência ao politicamente correcto e de luta contra a tirania do espírito.
A UNESCO não sabe, não deve saber que consagrou a polícia do espírito, consagrou um gosto e uma estética (e também uma gastronomia que só existe no fetiche do mediterrâneo) e com isso contribui para a machada final no que queria defender.
A UNESCO destruiu os Budas, como os taliban.

quinta-feira, setembro 07, 2017

Antes que caía o Carmo e a Trindade aqui algumas considerações enviadas hoje à Comissão Europeia que reflectem em linhas gerais o que penso deveria ser a Europa e os passos para a construir.
Mas continuamos na brincadeira....
#
To frame a sustainable energy path, meaning a global pricing policy, to overcome the Iberian blocks and to stop granting nuclear and coal as it has been done for decades. Implement policies to develop micro-generation as well as local alternatives, geothermal, solar, wind as well as the recovery of wastes.
To create an energy tax that overcomes the other taxes, and discriminate the fossil with a CO2 tax additionally.
Integrate in the global agreements the environmental cost as well as create discrimination toward products being made with slave or child work and as well when coming from countries with gender discrimination.
Rise Europe as intolerant with the break of human rights and including gender and sexual discrimination and promote trade with values.
Promote a reform of the european framework, namely electing the European Parliament with real powers, be it on the budget be it on social matters and the rule of the law. End with the power of the Council and let the new E.P. have constitucional power to buildup a new Europe, be it necessary to restart with less members ( countries). Having an european government issued and responding to the European Parliament being the goal to achieve.
Empowering the people, the petition rights and a new chamber ( only) with consultive powers integrating the main social and civil organization and as well elected members from the national parliaments.
Reduce the European bureaucracy and namely the number of languages in use at european level, keeping them only for a small number of items Suggestion english, spanish, french and german.
Reinforce the international/ european tribunals, namely on civil rigths and the access to them.
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É claro que não são senão tópicos, cada um dos quais podia, devia merecer três ou quatro páginas numa primeira abordagem.Mas este foi no limite de palavras....
Mas nada disto serve senão para auto-gratificação (as palavras que vamos encontrar) dado que nada disto serve sequer para leitura e menos para discussão...

terça-feira, setembro 05, 2017

Está em curso um, mais um genocídio. Que não pode ser ignorado. Sobre o qual não podemos dizer que não ouvimos, não vimos, não soubemos.
A hipocrisia não pode ser base da política e os direitos humanos são, talvez, o único absoluto.
Aqui, um artigo exemplar:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/sep/05/rohingya-aung-san-suu-kyi-nobel-peace-prize-rohingya-myanmar
é que não basta só levantarmos a nossa voz, temos que apontar o dedo e agir!


A luta vai continuar. Novos desafios se estruturam depois do fecho definitivo de Garoña.
O governo espanhol pretende diluir a questão do fecho de Almaraz no âmbito de uma discussão global sobre energia/electricidade em Espanha e com articulação com as alterações climáticas.
Temos que definir uma estratégia, isto não pode ser. E não se pode discutir estas questões como se Saramago tivesse razão. A Ibéria não é uma ilha e é composta de muitas partes. O sistema energético é global.
Podemos fechar as centrais nucleares no quadro da calendarização que propomos sem qualquer problema de subministro eléctrico e podemos reduzir as térmicas a percentagens insignificantes no quadro de uma estratégia de médio prazo, que passa por novos paradigmas na produção/consumo, micro-geração e eficiência. E descentralização e autonomia dos produtores. As instâncias judiciais em Espanha tem vindo a dar razão a estes.
Bom, tudo isso, são os temas que temos na agenda. E não esquecemos Retortillo e Villar de Cañas e outras grandes pequenas lutas....

segunda-feira, setembro 04, 2017

A fissão do atomo e a loucura dos homens, sobretudo do Kim e do Trump, deixa-nos à beira da guerra nuclear. A próxima será com pauzinhos, e não para comer sushi.
Entretanto temos os desastres climáticos, que nem esses entram na cabeçorra do tal louco, que colocam o ponteiro a um minuto do Armagedão.
Temos que continuar, além de dar a palavra e a energia dessa a agir e intervir. A reciclagem (onde está essa nos discursos autárquicos?), as micro-gerações (idem, idem), as hortas sociais e os contínuos destas e do verde urbano ( idem, idem), uma gestão social do urbanismo na linha do que se faz noutros países(idem, idem), a articulação entre municípios ( nem vê-la!!!), uma gestão de transportes equilibrada e introduzindo novos meios de locomoção ( nada, nada), comércio de proximidade a beneficiar de taxas diferenciadas ( népia, népia), um projecto cultural que envolva a sociedade e a economia( é preciso binóculos, embora a sociedade civil não pare!).
Bom e novas energias para os espaços municipais, desenvolvimento de eficiência energética na poder local, que é certo vai havendo por aqui e por ali, não é tão mobilizador, como os slogans disparatados  e fora de contexto e dos poderes municipais, e ainda por cima a ilusão de transformar estas eleições, locais e específicas num barómetro para o país.
Cada local, cada eleição, e está clara a minha discordância total com a incapacidade dos presuntivos legisladores de alterar um sistema absurdo e estruturalmente anti-democrático como são as eleições autárquicas, mas é cada local os programas são os mesmos, as iniciativas semelhantes, os vazios de ideias e projectos similares.
Aposto, pessoalmente, no máximo de renovação possível. O tempo corrói a gestão, cria lógicas de compadrio, a não ser que os personagens mudem e se altere o sentido e a estratégia.
Bom, mas estamos  no início do mês eleitoral, da campanha, que só, só começa (mas o país já está há muito cheio de carantonhas e painéis, alguns a atrapalhar o trânsito, a tapar paisagens e monumentos, para quando pormos fim a isto!???? proibir estes mamarrachos!) e não esquecemos a boa energia, de que a APREN gentilmente nos informa.
Nota:

Energia Fotovoltaica
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 597,4 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os electrodomésticos da cozinha, os pequenos electrodomésticos e a iluminação do vizinho.

Energia Solar Térmica

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 16,43 m3 de gás natural, durante o último mês.

Energia Eólica
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 18 % das habitações de Lisboa.  

sábado, setembro 02, 2017

Um livro de memórias, do cinema, de outros tempos...

sexta-feira, setembro 01, 2017

Hoje Melrinhos:
por gentileza de Raimundo Quintal.

quinta-feira, agosto 31, 2017

Deixamos aos grupos ecologistas o questionamento sobre os projectos camarários na área da micro-geração, no desenvolvimento de inteligência na iluminação pública, dos projectos de recuperação de energia, em diversas formas dos resíduos urbanos, da criação de lógicas de rede no fornecimento e produção de electricidade no sector camarário e articulação com o sector doméstico, comercial e industrial, sobre o que estão a prever face aos extremos climáticos e formas de os minimizar na área urbana, mas também no "interland" municipal.
Deixamos aos grupos ecologistas e ambientalistas as questões sobre o sistema de locomoção municipal, a sua electrificação, o transporte público e os sistemas dissuasores do veiculo privado, deixamos também para outros, as questões dos mercados de proximidade e da tarificação dos serviços, assim como a lógica de desenvolvimento de estruturas verdes urbanas e hortas sociais, assim como os incentivos ao desenvolvimento da biodiversidade nas áreas urbanas.
Mas não podemos deixar a outros as questões que se articulam com a nuclear e os projectos e processos que continuam em curso afectando o nosso país e os municípios nas áreas da sua competência.


Lisboa, 1 Setembro 2017

Já está na rua, há muito tempo, a campanha eleitoral autárquica. Embora o foco seja muitas vezes exterior a esta vimos equacionar o quadro de competências dos candidatos nesse quadro e no âmbito das nossas actividades.
Este ano o estado lamentável das nossas florestas, articulado com florestações erráticas  e deficiências nos sistemas de vigilância, além do despovoamento do território, articularam-se com as alterações climáticas e os extremos meteorológicos e a também errática estrutura de protecção civil e falta de lógicas de combate e gestão de fogos, para com a imprevidência do tempo/momento,  causaram as enormes tragédias que vivemos.

Todo este filme estava anunciado, como o está um possível, provável acidente, novo e mais grave acidente nuclear. O filme é o mesmo. As vítimas somos as mesmas.

Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear (M.I.A.), através da comunicação social, questionar os candidatos à gestão autárquica sobre o seu papel na preparação e prevenção das situações articuladas com os problemas rádio-isotópicos.
Agradecendo desde já a vossa atenção e divulgação, com os melhores  cumprimentos,
António Eloy

Perguntas do M.I.A. (MOVIMENTO IBÉRICO ANTI-NUCLEAR) aos candidatos a autarcas, e sobretudo aos candidatos a Presidente dos executivos camarários  nas eleições de 1 de Outubro
Sendo que nos termos da lei  a coordenação das ações de socorro é assegurada pelo (a) presidente da Câmara Municipal que enquanto Autoridade Municipal da Proteção Civil, dirige a atividade de Proteção Civil do Município,
Sendo que segundo o relatório confidencial, mas que vos poderemos fornecer, encomendado pelo governo português para analisar o A.T.I. de Almaraz, não foi previsto, mas é possível que venha a ocorrer, como nesse está escrito um grave, muito grave acidente em Almaraz, seja no quadro do seu funcionamento dito normal, seja no quadro de alguma anomalia que afecte as duas unidades de produção e o agora, a ser construído em zona geologicamente não analisada, conforme também é nesse relatório referido, armazém de resíduos, e não tendo sido conforme o mesmo também analisadas as consequências de rupturas de barragem a montante ou os impactos dos excessos de calor no sistema de refrigeraçã), sendo que como também  referiu publicamente um ex-secretário de Estado da Energia nacional é possível um grave acidente.
Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear indagar V.Exa na qualidade de candidato à Presidência da Câmara Municipal, sobre:
1-   Se está informado da situação da central nuclear, dos 2 grupos em potência e agora do armazém em construção, do facto de além do mais a sua vida útil ter chegado ao fim, e do impacto que algum acidente pode ter no nosso país e no território a que é candidato?
2-   Se o território a que se apresenta candidato é na bacia do Tejo, se está informado das consequências do funcionamento de Almaraz na poluição radioactiva do rio e se tem previsto formas de controle e eventual minimização dos efeitos dos cúmulos de trítio nos sedimentos e também se considera instalar medições e divulgar registo nesse concelho?
3-   Sendo que um acidente além das consequências para o rio será certamente na atmosfera e sua contaminação que está o maior risco, pelo que vimos perguntar-lhe se pensa adquirir e ter prontas para distribuição, a exemplo do que acontece em toda a Bélgica, pastilhas de iodo para a população do concelho?
4-   O maior risco é todavia o sistema de proteção em si mesmo. A necessidade de instruções claras, de caminhos de evacuação que não apresentem riscos, de estradas desimpedidas, de bombeiros e outros agentes da proteção civil adequadamente preparados, e articulados com o serviço nacional. Sabemos que nada ou quase nada disso está feito ou sequer preparado. Qual é a sua posição e qual a resposta que irá dar caso seja eleito para obviar a esta situação, no quadro do projecto lei, apresentado pelo Verdes e aprovado no dia 19 de Julho, por unanimidade no nosso Parlamento, que  prevê a inclusão do planeamento de emergência nuclear nos planos municipais e distritais?
5-   Está em curso projecto de iniciar a mineração de urânio em Espanha, Retortillo (Salamanca), a escassos quilômetros da fronteira portuguesa. O impacto será sobretudo na zona sua envolvente, incluindo vários concelhos em Portugal de Trás-os-Montes e da Beira Alta. Caso seja candidato nalgum dos concelhos dessa zona qual será a sua posição no quadro da análise de impacte ambiental trans-fronteiriça que se deverá realizar, a não ser que haja cedência ou desatenção do governo nacional nessa matéria.


quarta-feira, agosto 30, 2017

Vai estar à venda em Lisboa, dizem-me muito em breve, este notável carro, com mais de 600 Kms de autonomia e etc., etc.
100% eléctrico! Tesla!!!!!
Até hoje nunca tinha sonhado com um carro....
Ainda está a decorrer um pseudo-debate entre três candidatos a vereadores e um candidato a presidente e com maioria absoluta, certamente. De facto estes tempos televisivos são uma desgraceira, demagogia barata, mentiras grosseiras, interrupções boçais, disparates sem nexo. Nenhuma proposta ou projecto.
É pena o Bloco não ter candidato, as deputadas, em luta entre elas pelo 2º lugar iguais a si mesmas e o eurodeputado com a cassete sempre pronta, até o apresentador fez um à parte genial a propósito.
E  Medina só está presente, não precisa de mais.
Lisboa vai continuar na mesma????
Nota:
Não tenho nenhum candidato e já não sou eleitor em Lisboa.
Onde raio foram buscar a ideia que as pessoas que querem voltar para Lisboa vão votar aí!?
É que ser candidato e procurar convencer esses....

domingo, agosto 27, 2017

Hoje estive em Aracena. É fantástico como passamos a fronteira e não é só o "dialecto" que muda. Hábitos, formas de estar, gastronomia, o atendimento nas lojas e restaurantes! e a educação. Mesmo numa pequena vila (onde lamentavelmente um excelente hotel, que foi gerido por uma mafiagem financeira, está fechado!) temos disponibilidade e pontos de interesse, além das famosas grutas. O Castelo e todo o seu enquadramento, um museu do porco "pata negra" e a vila relativamente bem preservada, embora com muitas casa devolutas ou sem ocupação.
Acabei um fantástico livro da linguista Victoria Navas sobre o Barranquenho, que deve ser preservado enquanto cultura e dialecto com tudo o que isso implica na sua relação espaço e tempo social e também conclui outro livro de um notável Charles Foster www.charlesfoster.co.uk, sobre o seu processo de transformação, literal mas também mental e percepcional.
como ele nos diz "os andorinhões tem o hábito de voar. Temos que ganhar o hábito dos andorinhões para podermos voar".
Nalguns locais velhos amigos são candidatos e já lhes dei o meu carinho, o Rui Cunha, em Portalegre, o António Regedor em Espinho, e alguns poucos outros.
Quem leu, ou venha a ler o meu pensamento sobre Autarquias sabe que discordo da cooptação pelos partidos e presuntivas listas independentes mas na realidade na maior parte dos casos abjecções, das eleições autárquicas, e do prolongamento de mandatos e de dinossaúrios e do regresso destes.
Sou por uma radical simplificação do tempo e do modo de gestão dos orgãos,  e alteração de alguns absurdos, como as actuais Assembleias de freguesia e municipais, que deveriam ser ou suprimidas ou totalmente modificadas.
Mas também considero essencial que, mesmo estes candidatos e partidos defendam pontos básicos. Os Orçamentos participativos, as Agendas XXI, a regulamentação de referendos e um programa para estes, o apoio ao desenvolvimento de Conselhos da Cidade ( a exemplo do das Caldas da Rainha), a descentralização do executivo (a exemplo do que foi a notável ida de António Costa e do seu Executivo municipal durante alguns anos para o Intendente) a realização, como acontece em Lisboa e noutras Câmaras de reuniões do Executivo municipal nas freguesias, e abertas e participadas, a abertura, com horário de "ouvidoria" dos cidadãos das vereações, e uma série de outras medidas que são apontadas neste livrinho, que historia os nossos municípios, recuando a antes de Portugal..., acompanha a sua evolução, e faz um levantamento do clientelismo e corrupção que estão associados a poderes subliminares, muitas vezes nos bastidores.
A ler e meditar.