sábado, janeiro 21, 2017

A censura de que fui vítima por parte do jornal do Alentejo, que por simpatia não mencionei, já teve repercussões, e uma das quais é que... Alqueva voltou à agenda.
Mas também merece e merecerá esta semana na rádio independente, sim há rádios e jornais independentes!. onde tenho voz uma reflexão.
Mas hoje trago aqui uma oportuna de Pacheco Pereira...
podem aumentar no vosso computador.
Já estão esgotadas as duas últimas sessões, mas se for persistente ainda poderá arranjar bilhetes...
para estas excelentes representações no Teatro D. Maria II da peça de Karl Kraus #Os Últimos Dias da Humanidade#, pelo Teatro Nacional São João.
Hoje vi uma das peças do tríptico "Esta Grande Época".
Um espectáculo de grande gabarito,  sendo que embora o texto tenha ganho algumas incongruências com o tempo, se enfia que nem chapéu à medida aos perigosos tempos actuais.
Boas e muito boas interpretações, e um cenário adequado. Excelente o livro/ programa que se recebe com os bilhetes!
Aqui uma foto, que julgo da peça de hoje:
para dar cor.
Tem estado cheio segundo a informação que me deram.
O povo não gosta só de pão e televisão!
P. Scriptum
Hoje, também no Público, vem um excelente artigo de Francisco Louça, em baixo, sobre a peça que referi e também outra, que tentarei não perder.
Aproveito para saudar o Francisco, com quem tive calorosas divergências que mantemos, e também saudadas convergências que se frutificam, e que é uma das cabeças que nos orgulham.

Carregar para aumentar!

sexta-feira, janeiro 20, 2017


Hoje, com uma imagem espectacular:
venho recomendar este, que se anuncia fascinante ciclo:
Ciclo de conferências e mostras em torno da cultura visual na Índia, na óptica de temáticas transversais como arte, religião, política, consumo, género, publicidade e media.

25 Janeiro
1ª Sessão | Sandra Marques (CRIA-IUL)
A ÍNDIA NÃO É HINDU:
Património Baul, Baul-Fakirs e a Salvaguarda das Canções Baul

22 Fevereiro
2ª Sessão | Inês Ponte (CRIA-IUL)
NARRAR E PINTAR EM BENGALA OCIDENTAL:
estórias em pinturas e narrativas sobre uma arte popular

22 Março
3ª Sessão | Mónica Reis (CHAIA-UÉ)
(tema a anunciar)

19 Abril
4ª Sessão | Jason Fernandes (CRIA-IUL)
O SILÊNCIO E A AUSÊNCIA:
O Islamicate na Índia da Colecção Kwok On,

Restante programa a anunciar

Uma organização do Museu do Oriente em colaboração com o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia

Para mais informações clique aqui.

Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) | 1350-352 Lisboa
T. (+351) 213 585 200 | info@foriente.pt

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Perdi uma ou duas horas a responder, por escrito uma questionário que um jornal alentejano me dirigiu ( dizem-me que por simpatia, vejam lá bem!).
Depois de feito e enviado, sem que me tenham referido qualquer limitação, devolvem-me com alguns cortes de linguagem e um grave, gravissimo sobre uma matéria que hoje é silenciada, desde logo por esse jornal, que é a desgraça que ganha foros de escandalo associada a Alqueva. Ainda hoje no jornal Público artigo de uma página denunciava trabalho ilegal que prospera nas terras que vão sendo paulatinamente destruídas, por acidificação, que vão afectando a qualidade do produto final (seja vinho ou azeite) e criando bases para o deserto.
Pois o jornal referido achou que podia cortar e que eu passava pelas brasas.
Disse-lhes que não admitia essa censura e que assim ficava tudo em banho Maria.
Pois hoje ainda me tentaram demover, com desculpas estafadas. Mas eu percebo que quem paga manda e sem problemas ficámos por aí.

Aqui publico a 2ª parte da entrevista.
Sei que faltam as perguntas mas não cometo a indelicadeza de as reproduzir.
A 1ª parte está publicada no http://signos.blogspot.pt/ ,
2ª parte, assinalado o corte, a velha, velha tesoura!, imaginem que tentaram desculpar-se dizendo...que estava... incompreensível.

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Escasso e baseado em falsidades e mitologias. Do Viriato a Aljubarrota, vivemos imersos em ficção, que passa por uma também mitológica invasão árabe e muçulmana (meia dúzia de guerreiros que transformaram o arianismo no islamismo contra o irrealismo de uma religião com três deuses, num)  e feitos heróicos inventados para criar identidade. O conhecimento, mesmo dos locais onde vivemos, é cada vez mais escasso e a capacidade de articular discurso perde-se no impulso binário. Infelizmente a simplificação dos procedimentos educativos e a uniformização imposta por determinantes externos leva a que áreas fundamentais para a aprendizagem e a elaboração a partir dessa sejam reduzidas progressivamente. Sem conhecer, e isso passa pelas leituras de livros mas também das paisagens e da percepção da sua construção o conhecimento é um mero exercício trivial. Infelizmente hoje é o que está na estrada, a alta velocidade.
Neste livro procuramos o país positivo, o que temos de melhor e de que nos podemos orgulhar. Mas por detrás dele temos o Armagedão. A destruição das lógicas agro-pastoris (e aqui no Alentejo as nefandas consequências da grande barragem de Alqueva que não são minimamente consideradas por ninguém, embora já tenha ouvido responsáveis do Partido mais empenhado nesta (PCP), citar ou melhor hoje defender o que com Gonçalo Ribeiro Telles sempre defendi, outros Alquevas, outro uso da água, outro uso do solo e da produção, que essa sim poderia ter mantido o Alentejo vivo!), a destruição do interior pela ausência de polos de sustentabilidade e outras lógicas de desenvolvimento, a degradação urbana pelo abandono a que os centros históricos estão votados e a incapacidade do Estado se reformar e alterar as políticas para o território, incluindo uma reforma fundamental no poder local.
Sobre as negligências sócio-ambientais continuadas permito-me recomendar o livro “Um Grão de Areia em 40 Anos de Cidadania em Ambientes” editado pela Esfera do Caos, em 2014.
6
Fui pioneiro no esclarecimento e intervenção cívica em relação a esse tema. No início do ano  de 2016 realizei duas sessões de esclarecimento no Algarve e tenho procurado criar empenhos  de intervenção cidadã nesta matéria.  Os riscos da mineração e até da prospecção que é indicativa para esta, e há que dizé-lo com os actuais preços desse sem qualquer viabilidade de exploração, são conhecidos. Emprego é quase nulo e riscos são grandes, sobretudo a exploração em terra numa zona turística por excelência. A exploração em mar, além de custos ainda maiores tem  outros riscos e estamos a falar de um país que vive da e na costa. E ninguém diz nada em relação ao facto de cada ano  o equivalente ao consumo da Alemanha e de Itália ser queimado, sim ser queimado, nas torres de extracção petrolífera!
E a sobrepor-se a tudo isso que sentido faz quando ratificámos a Acordo de Paris sobre o Clima (e não vou aqui referir que o acho insuficiente e nada vinculativo) explorarmos petróleo que em países do centro da Europa já tem data para o seu fim de vida e bom seria que por cá em vez de olharmos para essas torres de escuridão apostássemos no enorme potencial nacional, não só o vento que como dizia Fernando Pessoa só por o ouvir já se justifica a existência mas a luminosidade e o calor solar que são certamente os eixos de futuro. E esses estão prospectados!
O petróleo, essa vida acumulada nos findos terrestres, que fique onde está que está bem.
O rescindir os contratos, até agora julgo que só com as empresas fictícias de um conhecido especulador financeiro, foi uma boa decisão do governo. Que deve reequacionar tanto quanto possível os restantes e procurar garantias ambientais absolutas para as prospecções já atribuídas.
7
O Alentejo, como já nos dizia Alfredo Saramago, é um mundo de sabores. Julgo que o paladar que a minha avô me moldou, a minha avô nascida em Barrancos de várias gerações de barranquenhos, foi fundamental na formação gustativa e na exploração gastronómica da minha vida. A nossa cozinha é uma cozinha rica de pobres, onde qualquer coisa, um simples naco de pão com água e um pouco de azeite e umas ervas e,,,, são transformados num manjar de 20 estrelas. Mas foi a aprendizagem do território e de que forma a comida o que comemos tem que estar articulado com o território quer aprendi com a minha avô e os cozinheiros e cozinheiras e nas muitas viagens sempre atrás do tacho que fui fazendo.
A comida tem que ter a marca do sítio, do local, do regional e nesse claro vamos introduzindo produtos outros porque a comida também é a viagem dos comeres...
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O conceito de pecado, que só existe no cristianismo, talvez tal não esteja divulgado porque não interessa a quem vive das indulgências e das expiações desses ditos ou das  suas iniquas confissões, o conceito de pecado é recente, e assim como o purgatório, foi inventado na Idade Média. Nos 10 mandamentos não há a mínima, a mínima referência a qualquer castidade alimentar, salvo a sexual, que também é alimento para o espírito, e até esses são leis, preceitos de outro milénio.
Portanto de pecado, estamos falados. Agora é um erro e inadequado do ponto de vista do nosso organismo a comezaina desenfreada ou a ascese radical de que hoje se fazem desfiles de moda. Comer bem, equilibradamente e sobretudo comida local, em cada local e desenvolver o convívio em volta desse momento único em que todos os nossos sentido estão mobilizados é certamente um prazer que devemos continuar.

terça-feira, janeiro 17, 2017

De Espanha virão mais de 80...
por cá, a saga continua:http://signos.blogspot.pt/search/label/Almaraz.
e não vai parar. Logo serão divulgados os próximos episódios e o programa da conferência!

A partir de hoje aceitar-se-ão inscrições e será divulgado o procedimento.
Ocupei vários postos na Expo 98.
que foi apesar de tudo uma excelente feira de diversões e de cultura, nos meses em que decorreu.
E ainda ontem quando percorri com um amigo castelhano a zona lhe indicava que uma das minhas funções era mostrar a "turistas" o estado calamitoso da zona, e que muito os meus carros pessoais sofreram por isso.
A zona era, globalmente uma enorme de lixeira, de sucatas diversas, deresiduos industriais, e de processos também.
O processo de recuperação, e isso foi denunciado por um grupo técnico do qual fiz parte, deixou muito a desejar. O grupo foi dissolvido e eu transitei para a educação ambiental...
Onde ainda hoje recordo um empenho que um fulano que viria a ser depois director daquilo, um tal Martins me meteu para aprovar um projecto de um seu amiguinho que borregou aí.
Fui novamente transferido e acabei a fazer o ainda hoje maior e julgo que melhor programa de educação ambiental da história e a sua maleta pedagógica, feita em colaboração com a fantástica equipa do FAPAS, com a Cristina Kirkby.
Trago aqui hoje esta conversa, porque só me admira é que o "poltergeist" que é, que ficou, aquela, naquela zona, para classes médias remediadas, só agora:
http://expresso.sapo.pt/politica/2017-01-16-PSD-pede-esclarecimentos-a-Camara-de-Lisboa-sobre-contaminacao-de-solos-no-Parque-das-Nacoes
... é que estava na cara.
Os terrenos não foram devidamente descontaminados e a pressão da reboleirização, de prédios em grande densidade e altura criou um peso excessivo que irá com o tempo acentuar o movimento de gases acumulados.Não há, hoje nada a fazer...
Para bom entendedor...
E não me digam que não disse... está escrito! Desde 1994/5!

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Ontem realizou-se, talvez, a maior manifestação ecologista de sempre em Lisboa ( tirando talvez uma, mais genérica, sobre clima). Aqui:
http://observador.pt/2017/01/12/centenas-de-pessoas-em-protesto-frente-ao-consulado-de-espanha-em-lisboa-por-causa-de-almaraz/
e hoje e até 19 de Fevereiro:
nas Caldas da Rainha, onde também reune um orgão/organização cívica que muita falta faz noutros municípios, o Conselho da Cidade.

quarta-feira, janeiro 11, 2017


O M.I.A. exige que não se renove a autorização de exploração de Almaraz


O Movimento Ibérico Antinuclear ( M.I.A.) que agrega mais de 50 organizações ecologistas, cidadãs e partidos políticos espanhóis e portugueses, exige que não se renove a autorização de exploração da central de Almaraz (Cáceres), que expira no dia 8 de Junho de 2020.
A autorização de construção de um Armazém Temporal Individualizado ( ATI) pelo Conselho de Ministros Espanhol é abertura da porta para o seu funcionamento para além dos 40 anos.

As duas unidades da central cumprem 40 anos em 2021 e 2023 e o MIA entende que não faz qualquer sentido submeter os dois reactores a profundas e custosas inspecções em termos económicos e em relação aos níveis de radioactividade, também  recebidas pelos trabalhadores.
A central coloca em risco não só o território espanhol mas também o português através da dispersão de radioactividade pela atmosfera e pelo Tejo em caso de fuga radioactiva ou de qualquer incidente.

A nossa oposição ao ATI só faz sentido no quadro de uma estratégia de fecho da central antes da saturação das suas piscinas.
Vem pois o MIA reclamar ao Governo Português que se posicione pelo fecho definitivo da central e que faça essa exigência junto do Governo Espanhol.
E vem também o MIA exigir às autoridades Espanholas que não prolonguem o funcionamento de Almaraz para além de 2020 (*).

Com o objectivo de exigir estas duas acções, o empenho do governo português e a acção do governo espanhol iremos realizar uma concentração junto ao Consulado de Espanha em Lisboa no dia 12 pelas 18 horas, esperando que nesse dia, ou no quadro de agendamento, possam os dois governos avançar com um calendário de fecho desta perigosa central.

(*) Conforme luz verde que, desde já, a administração do Conselho de Segurança Nuclear já deu...

sábado, janeiro 07, 2017

                                                         Obrigado Mário Soares.

sexta-feira, janeiro 06, 2017


quinta-feira, janeiro 05, 2017

Numa das minhas últimas intervenções na vereação de Lisboa disse isto:https://www.publico.pt/2017/01/05/local/noticia/risco-sismico-em-lisboa-e-como-estar-em-cima-de-um-barril-de-polvora-1757115 e muito mais.
Recordo que havia vereadores a assobiar para o ar e o da protecção civil disse-me para estar descansado.
Ai, ai, ai!
nunca os eléctricos foram tão úteis!!!!

quarta-feira, janeiro 04, 2017

Inacreditável!
Ontem tentei falar com a Presidente da EGEAC, pessoa que estimo. Deixei o meu contacto pelas 9.30 a uma assistente porque o seu secretariado só chega depois das 10. Até agora.
E tive que ligar para diversos assistentes e directores e sei lá mais o quê e enviar diversos emails, para saber da disponibilidade de uma sala para um evento.
São alguns 20 os locais de que a EGEAC dispõe e administra.
Pois e isso é INACREDITÁVEL!, INACREDITÁVEL não há uma plataforma, um funcionário que disponibilize essa informação, sobre a disponibilidade de uma sala!
Há 45 ! dois em cada local para os quais falei e alguns até directores ou gestores.
Isto é INACREDITÁVEL!
Alguém tem que pôr cobro a isto.
Hallo?
Joana Gomes Cardoso!????

terça-feira, janeiro 03, 2017

Almaraz é fonte de mal entendido e birras ministeriais, de desinformação e até de um pouco de caos entre os seus opositores, que ainda não perceberam que independentemente do processo de construção do ATI ter assentado em bases falsas, que poderiam ter sido constestadas em sede de avaliação de impacto ambiental, de que o nosso governo avisado mas sem ter recebido quem o podia ter informado com detalhe e verdade, não fez caso, mas agora é caso arrumado e vamos seguir em frente.
E há dois caminhos ou Almaraz encerra ou tem um prolongamento de mais 10 + 10 anos, e aí é que o ministro tem agora que fazer frente aos poderes espanhóis e das empresas que o sustentam.
Mas o nosso ministro gosta de fazer peitaça e soprar para o ar...
Aqui não vamos fazer peitaça e novamente iremos zurzir forte e feio:

segunda-feira, janeiro 02, 2017

As notícias sobre os desenvolvimentos técnicos, científicos e de operacionalização das renováveis, das energias suaves, poderiam ser, poderiam vir a ser a marca de água deste novo ano.
Infelizmente creio que iremos ter muitos mais problemas de outra gravidade que registar.
Desde logo o programa (e a equipa!) de Trump são de choque e pavor, e nesta área  julgo que levarão os Estados Unidos para a revolução industrial, quando essa já passou à história...

Do meu ponto de vista a única forma de contrariar estas ideias e projectos é, além de fumar muitas brocas, agora que nos E.U.A., estão praticamente legalizadas ( na maioria do Estados!), apostar no local e nos desenvolvimentos mencionados.

Em Lisboa temos excelente indicadores:
num ano em que, novamente, a produção de electricidade por fontes não carbónicas ultrapassou novamente em mais de 50% a por essa via.

No distrito de Lisboa a produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 190,9 kWh, o que permitiu abastecer os pequenos electrodomésticos, o frigorífico e a iluminação. E o aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 6,55 m3 de gás natural, durante o último mês.
E a produção eólica emitiu abastecer 23 % das habitações de Lisboa.
Este ano que os ventos continuem a ser aproveitados que o sol nos continue a beneficiar com a sua luz e calor, que as águas continuem a correr e mover moinhos são os votos deste vosso cronista.

domingo, janeiro 01, 2017

Que em 2017 o diabo se mantenha em cartaz...
e a primeira do ano, corrigindo parcialmente a notícia mencionada no post anterior, mas labutando num erro de avaliação do depósito nuclear, mas uma muito melhor notícia:
https://www.publico.pt/2016/12/31/sociedade/noticia/e-a-segunda-vez-em-30-anos-que-espanha-tenta-enterrar-residuos-nucleares-junto-a-fronteira-1756652

sexta-feira, dezembro 30, 2016

Hoje no Público mais um exemplo das razões porque deixei de comprar jornais. Uma senhora, que até devia saber escrever e investigar, publica um texto sem qualquer verificação nem utilização de contraditório.
Enviei este esclarecimento:

Um ministro mal informado

Há dois meses que o Movimento Ibérico Antinuclear solicitou uma audiência ao Ministro do Ambiente, com vista a informá-lo, como informámos o Parlamento e autarquias, do problemas e de toda a situação relacionada com Almaraz.
Ter-lhe-íamos dado as informações que o Conselho de Segurança Nuclear e em consequência o Estado espanhol omite e referido a situação em relação ao Armazém Temporal em avaliação nessa altura e as razões porque a avaliação de impacto poderia ser contestada, o armazém não é neste momento necessário, há espaço para armazenamento dos resíduos até ao fim de vida, dos 40 anos da central.

Mas o ministro continuou a assobiar para o ar e a dar palmadinhas nas costas do seu colega espanhol.
Agora vem o ministro lembrar-se de chorar sobre o leite derramado e dizer que vai solicitar uma avaliação de impacto transfronteiriça. Mas a quê?

O ATI é um armazenamento de resíduos de alta actividade que existe em inúmeras centrais e que será necessário para Almaraz para o processo de desmantelamento, e o estudo de impacto só deve ser local. Um ATI não tem impacto transfronteiriço!
A questão que se liga com o ATI, neste momento, é que ele está a ser construído com argumentação falsa e com o objectivo de prolongar a vida desta central mais 10 ou 20 anos, e não como referi por quaisquer razões de necessidade.

O que o Ministro deveria exigir, já deveria com base no historial que continua a ignorar, desta central era o seu encerramento, ou no quadro da construção deste ATI a garantia do seu final de vida aos 40 anos.
Mas o Ministro, ao contrário do que aconteceu com muitos dos seus antecessores, não ouve os grupos e entidades que conhecem esta situação a e está, manifestamente, mal assessorado e desinformado.

O que já devia ter feito, desde logo quando o Parlamento por unanimidade lhe solicitou que agisse com vista ao encerramento desta central, com peças defeituosas, acidentes registados no índice de graves e inúmeras paragens por questões de segurança, essas sim um problema transfronteiriço que já levou à iminência do corte de água a Lisboa, era ao abrigo dos acordos internacionais sobre a nuclear, dar seguimento ao voto do parlamento, e desde logo utilizar também a pressão económica junto das empresas que são titulares da central, e ao governo espanhol dizer aquilo que nas Cortes espanholas está a ser exigência: Só ATI com decisão, interligado com o fim de vida da central.
Mas continua a soprar para o ar, o nosso ministro.

António Eloy


Mas conhecendo o corporativismo não lhe dou grandes hipóteses. E o mais curioso é que ainda ontem estive quase uma hora ao telefone com uma colega da senhora que hoje se desplanta sobre Almaraz a explicar-lhe isto tudo, mas os jornais também são capelinhas fechadas.