sexta-feira, outubro 20, 2017

Arrancou hoje, com sala cheia e um excelente filme de Manuel Mozos "Ramiro" , o Doc Lisboa:
http://www.doclisboa.org/2017/
mais um ano a não perder.

quarta-feira, outubro 18, 2017

Por vezes há livros que são um absoluto. Muitos e muitas vezes.
Este é, certamente um dos.
um tratado, sobre o valor dos livros, com uma capa, caixa de transporte (alegórica) fantástica.
Vamos continuar a "embalar" os, nos nossos livros.

Bastou o sr. Presidente da Republica (bem haja!) falar para a inqualificável ministra se demitir, como estava escrito nas estrelas só que ela só pensava nas férias...quando olhava o céu cheio de chamas...

Hoje aqui pico uma parte de um artigo de Manuel Alegre, com que não posso estar mais de acordo:
" Não se ouviu como se devia ter ouvido o arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles. É certo que por vezes protestei, mesmo contra o meu próprio partido. Mas não foi suficiente. Não consigo calar-me e sinto-me culpado. Já disse que não sou um especialista. Mas acho que os meios de combate aos incêndios devem passar para o Estado. Os meios aéreos para a Força Aérea Portuguesa. E é óbvio que se torna urgente a criação de um corpo nacional de bombeiros profissionais organizado segundo normas e regras de tipo militar, como de certo modo já acontece em Espanha. "
Sublinhados meus!

segunda-feira, outubro 16, 2017

Na Galiza uma enorme produção de quadros, boneco, desenhos domina  o espaço mediático.
Entre nós temos os palhaços habituais, os políticos de pacotilha e os jornalistas que não sabem fazer perguntas, e salvo um ou outro comentador ilustrado vemos o bolsar em abundância.
O mito do incendiário continua a dominar à trela de uma comunicação social confusa que só pensa nos "shares" e nas audiências.
As verdadeiras causas (e não descarto, como ouvi o meu estimado amigo Eugénio Sequeira, que haja negligência e despautério social, como foguetes no sábado? só contado por você) o continuado desordenamento florestal, a  forma como se destrata o território e claro, mas falar de tal provoca ... vento... as alterações climáticas, onde o papel do homem é absoluto.
E é absolutamente evidente que a sra ministra já deveria estar de férias há muito, muito tempo.
Só lhe falta é um bocadinho, um bocadinho de nada, de vergonha.
Temos, ou melhor não temos qualquer, qualquer mesmo protecção civil, o que se vê é voluntarismo e diligência de bem intencionados e mal formados bombeiros e total incapacidade das estruturas locais da dita funcionar a sério.
Imaginem no caso de um acidente nuclear, em Almaraz , onde já esteve mais longe...
Ou, e a brincadeira recente mostra que o ridículo não mata, um tremor de terra...
Hoje choramos, os nossos mortos, mas também os nossos olhos choram a incapacidade (assumida!) da dita autoridade do Estado proteger a cidadania.


sexta-feira, outubro 13, 2017

Não posso de deixar de trazer aqui, sabendo que é tema de controvérsia, embora o orçamento participativo nacional tenha sido claro ao aprovar a proposta de incluir as corridas no património imaterial nacional, mas não posso deixar sem uma referência à espectacular, excepcional mesmo, corrida de  ontem, com o Campo Pequeno lotado, completamente, e talvez com imagens na RTP.
6 cavaleiros de uma nova geração, sem rodriguinhos e com corridas todas limpas deram uma lição de toureio, e os forcados estiveram a alto nível. E os toiros eram de qualidade.
Uma noite memorável!

quinta-feira, outubro 12, 2017

Nunca esquecerei o ar dos colegas da vereação da CML quando lhe fiz saber da inexistência de exercícios de sismicidade e, também, do facto da nossa cidade estar perto de uma falha que pode provocar outro "big one".
Certo que o Manuel Brito ainda tentou dar umas mas facto é que estamos, completamente, indefesos, e ( ao que me dizem...) com uma sumidade na Protecção Civil Municipal, que é o mesmo que nada.
Amanhã, consta, que vai haver uma simulação.
Não é assim que se faz, mas melhor que nada...
E, talvez para aquecer os motores, e chamar a atenção também para isto, que será base para mais uma intervenção no sábado...

http://elperiodicodelaenergia.com/panico-en-los-mercados-electricos-europeos-edf-anuncia-que-existe-riesgo-sismico-significativo-en-29-reactores-nucleares/

é que Almaraz está... aqui mesmo ao lado e ao contrário do que técnicos da nuclear disseram depois do acidente de Fukushima ( que já ultrapassa as centenas de mortos e muitos milhares de contaminados, claro não reconhecidos...) não é pondo boa cara e sorrindo que se evitam as radiações, como também deve pensar o nosso ministro do Ambiente.

terça-feira, outubro 10, 2017

Ainda a apreciar ( e a rir não fosse a tragédia que lhe vai por trás) a Republica mais rápida, a nascer e a morrer, do mundo, termino uma excelente leitura, que devia ser obrigatória para a nossa Protecção Civil (assim com as pastilhas de iodo):
o descrédito total da OMS, nas mãos das agências atómicas, e o questionar dos limites das radiações (quem decide?) e o ridículo de responsáveis virem, a rir-se na nossa cara, dizer que a boa disposição impede os raios ionizantes de nos atingir, como o número fantasmagórico, quando já passam as muitas dezenas de milhar de mortos, que a tal OMS atribui a Chernobyl (34!).
Esta comédia, onde temos estórias esquecidas como o bombardeamento nuclear de barcos de pesca, no quadro dos ensaios nucleares nos anos 50, e onde faltam os trabalhadores de Andujar ou os da Urgeiriça.
Lisboa continua desprotegida. Almaraz não está longe. Este Sábado vamos manifestar-nos, também contra isso:

segunda-feira, outubro 09, 2017


Sou sócio do IPP que estimo ser um grupo de especialistas categorizados na área da economia, na qual tem realizado e divulgado estudos e propostas de elevada qualidade.
Mas no melhor pano caí a nódoa.
E tenho que dizer que apesar de pensar que se começava pelo telhado, dado que para reformar o nosso sistema político e eleitoral se tem que começar pela base, o sistema das autarquia, por exemplo temos mais de 40.000 eleitos, que é sensivelmente o mesmo que Espanha (incluindo a Catalunha) tem, Temos 5 órgãos autárquicos, no mínimo se a autarquia só tiver uma freguesia... enquanto que  aqui ao lado.... basta 1. 
Apesar disso fui ao seminário que hoje com a colaboração do ICS organizámos.
Enfim ia-se discutir o sistema  político e eleitoral geral. Pensei que se iria ter em conta o excelente ensaio, como base, de Manuel Braga da Cruz, por exemplo.
Pois não, baseado nuns estudos académicos, generosamente pagos, penso eu com o meu dinheiro, foi apresentado pelos iminentes especialistas uma inutilidade, que em Itália elegeu a Cicciolina, e que por cá só serve para discussões académicas e evitar ou impedir que se discuta a verdadeira reforma do sistema. É que francamente estar a discutir o voto preferente numa folha do tamanho de 3 A4 só para perder o nosso tempo.
O IPP tem que arranjar melhor companhia nesta área, não estando em causa a qualidade dos académicos que versaram sobre o seu húmus.

domingo, outubro 08, 2017

Uma vergonha, que sendo Oeiras um dos concelhos com maior índice de educação, nos deve fazer pensar, nos conselhos de que o voto deveria ser só para aqueles com algum nível dessa ou de conhecimentos...
Aqui:
http://visao.sapo.pt/atualidade/entrevistas-visao/2017-10-08-Do-mesmo-modo-que-nao-queremos-os-bebados-a-conduzir-tambem-nao-queremos-os-ignorantes--a-votar
e aqui:
https://elpais.com/internacional/2017/10/06/mundo_global/1507303973_316697.html
é que o esgoto não faz selecção.

sexta-feira, outubro 06, 2017

Tenho andado cheio de agitação, por Lisboa pouco.
Hoje leio o que penso há muito: "As redes sociais substituiram o buraco da fechadura da casa de banho", a promiscuidade, a bandalheira, o arrivismo, a vaidade boçal, o exibicionismo, estão por aí.
Com total indigência. Dos dois lados.
E ainda, basta darem uma vista de olhos pelos comentários( dos jornais sobretudo) para verem que o nível intelectual deve rondar os 20 ou 30 Q.I. ou até menos, muito menos.

A seguir este drama aqui:http://signos.blogspot.pt/
onde há cultura, livros, e política, sobretudo contra o fanatismo, que também domina as redes.
O livro o Homem Nú explica tudo (até o poder do Putin/Trump e Assange por trás), está no blog acima mencionado.

E enviam-me hoje dum artigo de António Barreto, sobre as televisões ( outro buraco dos tais)
" 
É simplesmente desmoralizante. Ver e ouvir os serviços de notícias das três ou quatro estações de televisão é pena capital. A banalidade reina. O lugar-comum impera. A linguagem é automática.A preguiça é virtude. O tosco é arte. A brutalidade passa por emoção. A vulgaridade é sinal de verdade. A boçalidade é prova do que é genuíno.
"

segunda-feira, outubro 02, 2017

No âmbito da colaboração entre a CML e o LNEG realizam-se ( quando? onde são anunciadas?) visitas guiadas à memória das águias mornas da nossa cidade.
Se alguém souber...

Li no fim de semana, interrompido só por uma ida ás urnas, viagem e um velório do pai de um querido amigo, este magnífico livro, entre o ensaio sociológico e a análise da paisagem e da sua ocupação.
as razões de opções, nefastas para o ambiente, as razões do abandono do território, articuladas com discursos ou falsos (o caso de Las Hurdes de Buñuel é fantástico), e também uma análise sobre as razões da nuclear, em Almaraz ou da mineração em Andujar, tudo isso e muito mais está presente neste livro culto.
Que lembra também o problema energético, seja pela conversa que tive ontem à tarde e que mostra o disparate e leviandade de todo este nacionalismo catalão ( o que vão fazer, como vão gerir e fiscalizar, às 3 centrais nucleares? ) seja pela crítica ponderada aos mitos que estão por trás desta praga.

Mas hoje trago aqui dados, habituais, e não passíveis de outra classificação. Dados são dados, resultados são resultados!!!
 A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 522,3 kWh , o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os electrodomésticos da cozinha, a iluminação e os equipamentos de climatização do vizinho.
E a produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 18 % das habitações de Lisboa.   
O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 14,84 m3 de gás natural, durante o último mês.
Estes os dados explicativos. 
Não é possível transformar o que é no que não é. Para bom entendedor...

sábado, setembro 30, 2017

Para ajudar a meditação uma fabulosa morcilla de lustre...
que ontem marchou em Zafra, e aqui na receita andaluza, de Encinasola:

Ingredientes

  • Clavo,
  • pimienta negra,
  • morcilla lustre,
  • Patas,
  • rebortillos y carnes de chivo,
  • ajo.
  • Laurel,
  • pimiento,
  • cebolla,
  • tomate,
  • aceite,
  • sal
  • Patatas,
  • vino blanco
  • perejil.

Preparación

Se sofríen todos los ingredientes junto con La carne, los rebortillos y patas, se le añade El vino blanco, las especias el laurel y el Perejil, después se le añade el agua y la morcilla Se deja cocer y se le añaden las patatas.
No Clientelismo apontámos uma série de constrangimentos democráticos nas nossas autarquias e desde logo no processo de eleições destas, além dos poderes e competências abstrusos dos vários orgãos destas.
Não abordámos mas a minha posição é claro, devia-se limitar a campanha eleitoral a uma semana, tornar mais expeditos os processos e reformar os tempos destes desde a apresentação das candidaturas ao voto.
Deveria também acabar-se os subsídios aos partidos, com base no número de eleitos, a não ser que se diminuissem drásticamente esses e também o número de eleitos. Era bom que em vez de alguns virem com ideias tolas sobre cortes abstrusos do orçamento autárquicos, com isto e aquilo, fizessem o que fazia parte de ADN de um Partido de que fiz parte no estrangeiro, o dinheiro a que tinha direito ia direito para organizações sociais e ambientais, o Partito Radicale.
E também suprimir o absurdo dia de "reflexão". Mas o que é que vamos reflectir?
Esta campanha, por todo o lado, não discutiu nada, ou muito pouco que tivesse a ver com as autarquias, nalguns concelhos há partidos que nem apresentam programa e outros que se copiam em 90% da lista de compras e iniciativas que irão realizar (e não se pense que estou a falar de concelhos abstractos, hoje passei, e demorei-me, por três e é exactamente isso que acontece). Programas nulos ou reduzidos a listas de supermercado. Ideias para a autarquia e para a política nada, ou mesmo nada.
Nas eleições anteriores, fora em Lisboa, fora em Barrancos apesar de tudo, e nalguns momentos tive ocasião de participar, e substancialmente nos programas, sabia em quem votar.
Não tinha, é certo desenvolvido e articulado pensamento sobre a lógica, função e competência das autarquias.
Hoje defendo a inutilidade da Assembleia de Freguesia e a eleição directa do executivo da Junta, na lógica e consoante o número de eleitores ( de 3 a 9) na lógica da eleição dos executivos camarários.
Simples, directo e funcional e milhares de candidatos menos, milhares de eleitos menos e milhares de senhas de presenças e prebendas menos.
Não irei votar para a Assembleia de Freguesia. Sou também contra a representação desta com voto na Assembleia Municipal. Votarei nulo.
No caso dos outros dois orgãos, também sou contra. Sou a favor de uma Assembleia Municipal mais pequena, consoante o munícipio (7 a 65) e a ser dessa que saia, em lógica de Assembleia, o Executivo, sendo o presidente sempre o 1º da lista mais votada, executivo de 3 a 11 elementos.
Mas, embora tenha havido propostas neste sentido os chamados partidos/dinossaurios não querem que se toque nos seus poderzinhos, que assim ficavam muito mais sujeitos a escrutínio, dado que estas Assembleias deveriam ter poderes e capacidades de fiscalização que hoje não existem nas A.M., que chegam a durar 10 mn em muitos locais, dez minutos para os galifões receberem as suas senhas, cheguei a assistir a algumas em que ainda alguns estavam a assinar e já tinha a mesma... acabado.
Hesito em votar só para o Executivo ou votar cruzado para permitir alguma fiscalização entre os orgãos, mas em qualquer circunstância contrariado.
Este sistema não é o meu sistema.
Nota
E acho esdrúxula a alteração legislativa que permite, sem avaliar as tenebrosas consequências, que funcionários autárquicos sejam candidatos e eleitos, esquecendo que continuarão sempre dependentes da hierarquia, ou agora ou no futuro....

sexta-feira, setembro 29, 2017

Tenho uma edição dos anos 70 em português, mas julgo que é um livro de alfarrabista.
É genial!
na desmontagem do discurso e em tornar evidente os objectivos ideológicos por detrás da "inocência".
Recordo por exemplo a quase inexistência de sexo (mulheres) e que todos são sobrinhos de alguém, mas não há relações lineares. O discurso dominante é o da acumulação e o trabalho é sempre achincalhado. O livro é uma delícia, agora que só se vê lixo nas livrarias que tal uma re-edição?
Hoje voltei a pensar nele ao ler este fantástico artigo:
https://elpais.com/cultura/2017/09/27/babelia/1506512874_380893.html?por=mosaico
de um dos autores do mesmo.

quinta-feira, setembro 28, 2017

Hoje pediram-me um comentário sobre Hugh Hefner.
Era um liberal e revolucionou a nossa relação com o corpo.
Ainda conservo, terei que buscá-la é certo entre os milhares de documentos e livros que se acumulam... esta:
penso que numa edição fac-smile.
A Marylin é um dos desejos mitológicos, seja pela sua estética, seja pela sua inteligência e cultura.
A Playboy, proibida em Portugal na minha juventude ( como é possível que um bando de velhos, com ou sem botas, depravados, pedófilos e beatos proibissem tudo ?) era um raio de luz, não só pelas fotografias mas também por muito do contéudo.
Foi perdendo terreno na medida em que a vulgarização da concorrência lhe foi retirando cultura e também espaço.
Não quero deixar de registar aqui um pensamento oposto, embora no fundo menos do que parece, a este:https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/sep/28/hugh-hefner-pimp-sue-playboy-mansion
é claro que é necessário perceber o tempo (quando a Playboy saiu as mulheres andavam de lenço na cabeça e saia três dedos abaixo do joelho, em Portugal!) e olhar para o lado do Islão....

quarta-feira, setembro 27, 2017

La fábrica de uranio de Andújar



Ninguém pode ignorar.
Face aos riscos que enfrentamos deveriam os dirigentes europeus ser audazes para contrariar a derriva nazionalista e populista, vulgo nazi-fascismo, temperada por algum pumunismo ( Putin+comunismo). mas infelizmente como acontece com os liberais alemães (e outros, também por cá!) o domínio da finança sobre a política, em detrimento dos valores humanistas e solidários ainda tem muita força.
Mais política, melhores instituições ( e ver o estado lamentável e imutável do nosso sistema autárquico ...)  um sistema de controle adequado, e a proposta de eleição de metade do Parlamento Europeu por listas transnacionais merece o meu entusiasmo e apoio total!, que tenha em conta que uma moeda única tem que ir de par com uma organização do sistema de impostos que lhe dê sentido e coerência, e além disso uma Europa que vá buscar o seu sentido aos determinantes culturais desta, é um novo discurso, que desde há muito, desde sempre defendo.
O discurso de Macron esta semana, marca, definitivamente um novo quadro!
Oxalá seja seguido e apoiado!
https://euobserver.com/institutional/139164

segunda-feira, setembro 25, 2017

Tirando a degradação da paisagem provocada por cartazes medonhos e tirando que tenho que usar mais o zapping quando vejo o telejornal, assim que aparece um dos medonhos, e tirando que evito ajuntamentos e deito fora muito lixo da caixa de correio e do carro ( para quando legislação que puna os panfletos que nos colocam no para-brisas?), tirando esses epifenómenos nem tenho dado conta da campanha em curso.
Já decidi dois dos meus votos, na linha da reforma do poder autárquico que defendo e ainda tenho uma ligeira hesitação em relação ao terceiro, e isto porque, apesar de tudo não posso deixar de considerar a ruralidade um dado a ter em conta no poder local (voto actualmente em Barrancos).

As eleições autárquicos, já o defendo há muito deviam ser despartidarizadas, simplificadas, acabar com vários dos actuais orgãos autárquicos, onde continuamos a eleger mais de 100.000 comilões. além das cerca de 500.000 dispensas eleitorais para fins de campanha. Acabar com as Assembleias de freguesia e as eleições directas da a Câmara ( eleição directa da Junta de Freguesia e do Executivo municipal na Assembleia), reduzir em mais de 80.000 as senhas de presença e outras prebendas das mesmas e simplificar o sistema eleitoral, introduzindo também, obrigatórios outros instrumentos de participação autárquicos ( Agenda XXI, Orçamentos participativos, desecentralização do orgão, o exemplo do Intendente foi genial!, referenduns locais sobre tema específicos, e sobretudo plano de ordenamento participado e respeitado).
Em Lisboa, hoje ganhei mais um voto para o Presidente, temos muitos candidatos a brincar, e talvez dois a sério, embora um não vá chegar lá, ainda o karma do Zé a fazer das suas.
Mas continuamos a ter um sistema balofo, embora aqui há que reconhecer um trabalho válida na fusão de freguesias...
Bom. última semana de campanha, e continuarei a escapar por entre as gotas da água da chuva...

sábado, setembro 23, 2017

Sou geralmente contra estas coisas, mas assino-as em grande maioria.
Esta é do meu agrado, embora, como as restantes duvide da sua eficácia. Mas vale a pena!!!
Aqui:
https://www.change.org/p/guillermo-fern%C3%A1ndez-vara-cerrar-almaraz?recruiter=17423187&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition&utm_term=autopublish
para fechar Almaraz nunca a alma é pequena.

quarta-feira, setembro 20, 2017

Bem sei que o tempo eleitoral estraga todas as inciativas durante esse.
Nesse dia (28) tenho um convite para falar de jazz em Caldas da Rainha ( no âmbito de um excelente festival anual de Jazz, o Nice nesta cidade), mas se não se confirmar (aparentemente foi julgado dia não conveniente!) certamente estarei neste colóquio com imagem e som de grande interesse.
Aqui:
http://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/Programa_Coloquio_web.pdf

Tenho que referir que no início achei graça, não havia nada, mas ou por os canais informativos e os sinais de fumo terem melhorado ou por esta revista como quase todas as outras se ter aviltado aos interesses mercantis mais paconços, a Time Out perdeu todo e qualquer interesse.
Devia em vez de continuar mergulhado no Cais Sodré e com articulistas obcecados com quem lhes dá borlas ( ou não!) fazer o levantamente das colectividades e do que se faz a sério em Lisboa e arredores e sair do politicamente certinho ( e até a página Gay é de uma pobreza franciscana!).
É raro, muito raro comprá-la, mas sempre lhe passo os olhos, por gentileza do meu ardina.
Este número comprei-o:
embora a miséria que referi seja a habitual, tem Monsanto e algumas indicações interessantes.
Estava na vereação quando com o Paulo Ferrero, que na altura nos assessorava, visitei este  actual"mono", mas uma obra excepcional convertida num detrito:
https://www.timeout.pt/lisboa/pt/blog/panoramico-de-monsanto-reabre-como-miradouro-091817
na altura falava-se em deslocar para lá os bombeiros sapadores.
Visitei detalhadamente essa obra e cheguei a iniciar a elaboração de um projecto de ocupação e obviamente a recuperação possível desse.
Hoje, talvez com esta notícia, talvez com novos tempos que a cidade vive se possa recuperar esta referência da cidade, para um uso que a dignifique.
Por este o Time Out valeu!

terça-feira, setembro 19, 2017

                                                                         BOM ANO!

domingo, setembro 17, 2017

A religião, o nacionalismo, a intolerância e o fanatismo. Com o populismo e o racismo e xenofobia com eles articulados, e todos os outros processos de exclusão, o sexismo e a homofobia, articulados com as religiões, e a mistificação e invenção das pátrias ligadas ao nacionalismo, são com a ameaça nuclear, também com esses articuladas, a destruição do património e as alterações climáticas que também é base de migrações e guerras, mas podemos continuar mas sempre tombamos, não como os brasileiros tombam, no pensamento único e todo o totalitarismo que a partir desse se gera.
Hoje o talibã catalã:
de um dos mais notáveis cartoonistas do nosso tempo! El Roto!
E aqui:
https://elpais.com/elpais/2017/09/15/opinion/1505471886_748298.html
um artigo notável! 
Tenho que dizer que esta pré-campanha está ao nível do pior circo, dos piores palhaços.
Tenho visto de tudo, do piorio. Estive num debate em Óbidos onde só manifestamente um dos cinco candidatos está, minimamente, preparado para exercer o mandato. Um dos candidatos nem deu uma para a caixa, outro disse uma boçalidades a defender a sua dama, outro era a cassete habitual e o que deveria ser a alternativa só sabia dizer que tinha Óbidos no coração.
Há muita coisa mal, há muitas coisas a emendar, há que encontrar novas formas para que as coisas sigam uma lógica de sustentabilidade, também em Óbidos. Só o actual presidente tem capacidade para prosseguir, também aí.
E hoje fiquei siderado com uma senhora, a senhora Lisboa que disse que queria ... mais um milhão de habitantes para Lisboa. O ridículo não matará estes pseudo candidatos? Ninguém saberá encontrar os verdadeiros problemas e verdadeiras soluções?
E por Oeiras a situação raia a calamidade local. Ex-presidiários, outros que deveriam à conta do que fizeram no exercício tê-lo sido, outros que querem subir do chinelo ou continuar a avistar ilusões.
E por todo o país, por todo o lado, neste, naquele e naqueloutro só se vê incapacidades, incompetências e ignorância. Há alguns aqui e ali que se safam, mas têm a cangalhada toda às costas.
Que tristeza, a abstenção só pode subir, subir muito, muito....

sexta-feira, setembro 15, 2017

Á vista desarmada uma das maiores insanidades deste governo, que hoje foi humilhado com um,a massiva manifestação ( mais de 5000 enfermeiros trajando de negro encheram a D. Carlos, o largo da Assembleia da Rebublica e ruas em redor)
gente jovem e alegre que merece outra atenção de quem nisto manda. É inconcebível o que se está a passar.
Uma manifestação que teve carinho dos populares.

GENIN


Um filme sobre o genial, GRANDE!, GENIN.
Meu ilustrador e amigo.
Um artista completo, que faz lembrar o grande, também genial Rafael Bordalo Pinheiro.
Para quando um convite para uma presença e exibição em Lisboa?





Para ele um forte abraço.

quarta-feira, setembro 13, 2017

É um dos mistérios da distribuição. Temos as nossas "tabacarias" atulhadas de excreta, revistas de caras e do outro lado, revistas de aventuras de supostos famosos, revistas de treta e de treta.
Por aqui e por ali nalgumas ainda vemos revistas de qualidade (todas, obviamente, estrangeiras), além dos jornais (sabiam que está nos 3 primeiros em venda em Portugal El Pais!?) sendo que a soma de estrangeiros em venda fica destacada em 2º a seguir ao correio da manha.
Mas para mim é um mistério a ausência de uma das melhores revistas de pensamento, política, sociologia e literatura, fundado por um homem de elevadíssima craveira autor de uma das melhores denúncias da "Corrupcion y Politica, Javier Pradera e hoje dirigida por um intelectual de referência e desassombro Fernando Savater, a CLAVES.
Que neste número traz um dossier interessante e com excertos notáveis de Marcel Mauss sobre a revolução capitalista * de 1917, na Rússia, e um fundamental artigo sobre a eutanásia, além de outros textos referentes.
* ver o meu livro #Clientelismo#

domingo, setembro 10, 2017


A Unesco a destruir o património

Os casos do Cante e do Fado, mas que pode ser aplicado às línguas e dialectos.

Estive à pouco nas estruturas criadas em Serpa para apoiar o Cante e comprei alguns CDs de grupos do concelho.
Desde há muito que penso escrever sobre a má sorte que com a classificação da UNESCO recaiu sobre as expressões de cultura popular e também pode recair sobre línguas ou falas.
Vejamos o património é resultado das contradições entre as relações de produção e as forças produtivas no quadro de um ambiente determinado, mas que não é estático, e da espiritualidade que a partir desse se estrutura. Com as pedras e com os registos imperecíveis assim como  com  outros elementos difusos, a língua, a gastronomia, a música, a expressão plástica e outros.
As pedras vão-se degradando e o papel da classificação e o trabalho de descoberta de espólios e inventariação, seja dessas seja de elementos que lhe dão sentido é da maior valia.
Em relação a isso também se poderia falar de muitos erros dos burocratas da UNESCO, mas passemos adiante porque é mais difícil, salvo se formos taliban, dar cabo das pedras vivas e do passado dessas, embora, como sabemos também com o apoio da UNESCO deu-se cabo do Vale do Nilo, entre tantos outros, e não esqueçamos o Tua...
Mas embora o tema me tenha sido suscitado pela disparatada ideia de criptografar em lógica de ensino e construir uma gramática a partir desse absurdo, de certas falas que reflectem momentos sócio-eco-culturais, que existem num tempo e são reflexo desse, ao visitar estes espaços em Serpa (de onde virá o guito? Seremos nós a pagar?) tenho que dizer que entornei as águas.
Os CDs, e tudo o que os reflecte, e também com o fado é o mesmo, não têm nada, nada a ver com a memória o elemento que se procura preservar. É uma invenção, uma completa invenção para o turista e para o ignorante que hoje é a grande maioria dos consumidores das produções que passam na televisão ou que entram na grande teta do mercado de massas.
Não sei se era essa a intenção dos promotores das candidaturas, dos seus diversos autores, dos seus putativos beneficiários, mas o facto, a realidade é que com a classificação da UNESCO (haverá alguém preocupado com isso!?) o fado, o verdadeiro fado, de génese popular, vadio ou letrado, das tabernas e salões, de andarilhos e vadios/as, de improvisos e quadras elaboradas e cantadas por verdadeiros fadistas, que tinha andado de chinela ou a vender jornais, ou eram aristocratas, burgueses e escumalha, esse fado que ainda rompia de uma casa de meninas no Bairro Alto, ou do Café Luso, que se ouvia da janela de um palacete no Beato, ou num 2º andar para o Conde Barão, se ouvia quando um grão na asa se arrastava pelas escadarias de Coimbra, mas também numa tasca em Grândola, esse fado, o verdadeiro fado desapareceu, mercantilizado até pelos seus émulos, e hoje a entrar no Passeio dos Alegres e outras tretas dessas ou a fazer as delícias de excursões de japoneses que nem sabem o que estão a beber ( e pagar).
O Fado hoje é uma música banal cantada por vagos fadistas sem enquadramento sociocultural nem falhas no dizer ou na nota. Monotonia para inglês ver, na sua maioria.
Em relação ao Cante a situação é parecida. Tal como o Fado o Cante ainda mais estava ás portas da morte. O fascismo reprimiu-lhe a verve e procurou integrar nele canções gregorianas de igreja além de letras apologéticas de Estado Novo. E o que é grave é que, talvez reforçadas pela apologética idêntica do comunismo ( o Alentejo a alimentar o país, vejam lá!) , que lhe procurou integrar modas a louvar a reforma agrária e até o Vasco Gonçalves, o cante, o verdadeiro cante só sobrevivia escondido em tabernas (e nunca aí ouvi louvar o tal menino) e algures no campo pelas mulheres e tenho que confessar que eram do mais brejeiro (e claro divertidíssimo!).
Pois agora, talvez para alimentar toda a pandilha que foi criada com estes processos, brotam grupos profissionais de Cante, sem nunca terem ido à taberna e sem saberem a metade do que as “ceifeiras” , as verdadeiras sabiam.
Todo muito perfeito, tudo muito pronto para as salas de espectáculo e os filmes que promovem algo que não tem nada que ver com o Cante, com essa forma de resistência ao politicamente correcto e de luta contra a tirania do espírito.
A UNESCO não sabe, não deve saber que consagrou a polícia do espírito, consagrou um gosto e uma estética (e também uma gastronomia que só existe no fetiche do mediterrâneo) e com isso contribui para a machada final no que queria defender.
A UNESCO destruiu os Budas, como os taliban.

quinta-feira, setembro 07, 2017

Antes que caía o Carmo e a Trindade aqui algumas considerações enviadas hoje à Comissão Europeia que reflectem em linhas gerais o que penso deveria ser a Europa e os passos para a construir.
Mas continuamos na brincadeira....
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To frame a sustainable energy path, meaning a global pricing policy, to overcome the Iberian blocks and to stop granting nuclear and coal as it has been done for decades. Implement policies to develop micro-generation as well as local alternatives, geothermal, solar, wind as well as the recovery of wastes.
To create an energy tax that overcomes the other taxes, and discriminate the fossil with a CO2 tax additionally.
Integrate in the global agreements the environmental cost as well as create discrimination toward products being made with slave or child work and as well when coming from countries with gender discrimination.
Rise Europe as intolerant with the break of human rights and including gender and sexual discrimination and promote trade with values.
Promote a reform of the european framework, namely electing the European Parliament with real powers, be it on the budget be it on social matters and the rule of the law. End with the power of the Council and let the new E.P. have constitucional power to buildup a new Europe, be it necessary to restart with less members ( countries). Having an european government issued and responding to the European Parliament being the goal to achieve.
Empowering the people, the petition rights and a new chamber ( only) with consultive powers integrating the main social and civil organization and as well elected members from the national parliaments.
Reduce the European bureaucracy and namely the number of languages in use at european level, keeping them only for a small number of items Suggestion english, spanish, french and german.
Reinforce the international/ european tribunals, namely on civil rigths and the access to them.
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É claro que não são senão tópicos, cada um dos quais podia, devia merecer três ou quatro páginas numa primeira abordagem.Mas este foi no limite de palavras....
Mas nada disto serve senão para auto-gratificação (as palavras que vamos encontrar) dado que nada disto serve sequer para leitura e menos para discussão...

terça-feira, setembro 05, 2017

Está em curso um, mais um genocídio. Que não pode ser ignorado. Sobre o qual não podemos dizer que não ouvimos, não vimos, não soubemos.
A hipocrisia não pode ser base da política e os direitos humanos são, talvez, o único absoluto.
Aqui, um artigo exemplar:
https://www.theguardian.com/commentisfree/2017/sep/05/rohingya-aung-san-suu-kyi-nobel-peace-prize-rohingya-myanmar
é que não basta só levantarmos a nossa voz, temos que apontar o dedo e agir!


A luta vai continuar. Novos desafios se estruturam depois do fecho definitivo de Garoña.
O governo espanhol pretende diluir a questão do fecho de Almaraz no âmbito de uma discussão global sobre energia/electricidade em Espanha e com articulação com as alterações climáticas.
Temos que definir uma estratégia, isto não pode ser. E não se pode discutir estas questões como se Saramago tivesse razão. A Ibéria não é uma ilha e é composta de muitas partes. O sistema energético é global.
Podemos fechar as centrais nucleares no quadro da calendarização que propomos sem qualquer problema de subministro eléctrico e podemos reduzir as térmicas a percentagens insignificantes no quadro de uma estratégia de médio prazo, que passa por novos paradigmas na produção/consumo, micro-geração e eficiência. E descentralização e autonomia dos produtores. As instâncias judiciais em Espanha tem vindo a dar razão a estes.
Bom, tudo isso, são os temas que temos na agenda. E não esquecemos Retortillo e Villar de Cañas e outras grandes pequenas lutas....

segunda-feira, setembro 04, 2017

A fissão do atomo e a loucura dos homens, sobretudo do Kim e do Trump, deixa-nos à beira da guerra nuclear. A próxima será com pauzinhos, e não para comer sushi.
Entretanto temos os desastres climáticos, que nem esses entram na cabeçorra do tal louco, que colocam o ponteiro a um minuto do Armagedão.
Temos que continuar, além de dar a palavra e a energia dessa a agir e intervir. A reciclagem (onde está essa nos discursos autárquicos?), as micro-gerações (idem, idem), as hortas sociais e os contínuos destas e do verde urbano ( idem, idem), uma gestão social do urbanismo na linha do que se faz noutros países(idem, idem), a articulação entre municípios ( nem vê-la!!!), uma gestão de transportes equilibrada e introduzindo novos meios de locomoção ( nada, nada), comércio de proximidade a beneficiar de taxas diferenciadas ( népia, népia), um projecto cultural que envolva a sociedade e a economia( é preciso binóculos, embora a sociedade civil não pare!).
Bom e novas energias para os espaços municipais, desenvolvimento de eficiência energética na poder local, que é certo vai havendo por aqui e por ali, não é tão mobilizador, como os slogans disparatados  e fora de contexto e dos poderes municipais, e ainda por cima a ilusão de transformar estas eleições, locais e específicas num barómetro para o país.
Cada local, cada eleição, e está clara a minha discordância total com a incapacidade dos presuntivos legisladores de alterar um sistema absurdo e estruturalmente anti-democrático como são as eleições autárquicas, mas é cada local os programas são os mesmos, as iniciativas semelhantes, os vazios de ideias e projectos similares.
Aposto, pessoalmente, no máximo de renovação possível. O tempo corrói a gestão, cria lógicas de compadrio, a não ser que os personagens mudem e se altere o sentido e a estratégia.
Bom, mas estamos  no início do mês eleitoral, da campanha, que só, só começa (mas o país já está há muito cheio de carantonhas e painéis, alguns a atrapalhar o trânsito, a tapar paisagens e monumentos, para quando pormos fim a isto!???? proibir estes mamarrachos!) e não esquecemos a boa energia, de que a APREN gentilmente nos informa.
Nota:

Energia Fotovoltaica
A produção doméstica de electricidade a partir de painéis fotovoltaicos correspondeu a 597,4 kWh, o que permitiu abastecer todos os seus consumos, os electrodomésticos da cozinha, os pequenos electrodomésticos e a iluminação do vizinho.

Energia Solar Térmica

O aquecimento de águas a partir de painéis solares térmicos em Lisboa permitiu a uma família poupar, por exemplo, 16,43 m3 de gás natural, durante o último mês.

Energia Eólica
A produção de electricidade de origem eólica no mês passado permitiu abastecer 18 % das habitações de Lisboa.  

sábado, setembro 02, 2017

Um livro de memórias, do cinema, de outros tempos...

sexta-feira, setembro 01, 2017

Hoje Melrinhos:
por gentileza de Raimundo Quintal.

quinta-feira, agosto 31, 2017

Deixamos aos grupos ecologistas o questionamento sobre os projectos camarários na área da micro-geração, no desenvolvimento de inteligência na iluminação pública, dos projectos de recuperação de energia, em diversas formas dos resíduos urbanos, da criação de lógicas de rede no fornecimento e produção de electricidade no sector camarário e articulação com o sector doméstico, comercial e industrial, sobre o que estão a prever face aos extremos climáticos e formas de os minimizar na área urbana, mas também no "interland" municipal.
Deixamos aos grupos ecologistas e ambientalistas as questões sobre o sistema de locomoção municipal, a sua electrificação, o transporte público e os sistemas dissuasores do veiculo privado, deixamos também para outros, as questões dos mercados de proximidade e da tarificação dos serviços, assim como a lógica de desenvolvimento de estruturas verdes urbanas e hortas sociais, assim como os incentivos ao desenvolvimento da biodiversidade nas áreas urbanas.
Mas não podemos deixar a outros as questões que se articulam com a nuclear e os projectos e processos que continuam em curso afectando o nosso país e os municípios nas áreas da sua competência.


Lisboa, 1 Setembro 2017

Já está na rua, há muito tempo, a campanha eleitoral autárquica. Embora o foco seja muitas vezes exterior a esta vimos equacionar o quadro de competências dos candidatos nesse quadro e no âmbito das nossas actividades.
Este ano o estado lamentável das nossas florestas, articulado com florestações erráticas  e deficiências nos sistemas de vigilância, além do despovoamento do território, articularam-se com as alterações climáticas e os extremos meteorológicos e a também errática estrutura de protecção civil e falta de lógicas de combate e gestão de fogos, para com a imprevidência do tempo/momento,  causaram as enormes tragédias que vivemos.

Todo este filme estava anunciado, como o está um possível, provável acidente, novo e mais grave acidente nuclear. O filme é o mesmo. As vítimas somos as mesmas.

Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear (M.I.A.), através da comunicação social, questionar os candidatos à gestão autárquica sobre o seu papel na preparação e prevenção das situações articuladas com os problemas rádio-isotópicos.
Agradecendo desde já a vossa atenção e divulgação, com os melhores  cumprimentos,
António Eloy

Perguntas do M.I.A. (MOVIMENTO IBÉRICO ANTI-NUCLEAR) aos candidatos a autarcas, e sobretudo aos candidatos a Presidente dos executivos camarários  nas eleições de 1 de Outubro
Sendo que nos termos da lei  a coordenação das ações de socorro é assegurada pelo (a) presidente da Câmara Municipal que enquanto Autoridade Municipal da Proteção Civil, dirige a atividade de Proteção Civil do Município,
Sendo que segundo o relatório confidencial, mas que vos poderemos fornecer, encomendado pelo governo português para analisar o A.T.I. de Almaraz, não foi previsto, mas é possível que venha a ocorrer, como nesse está escrito um grave, muito grave acidente em Almaraz, seja no quadro do seu funcionamento dito normal, seja no quadro de alguma anomalia que afecte as duas unidades de produção e o agora, a ser construído em zona geologicamente não analisada, conforme também é nesse relatório referido, armazém de resíduos, e não tendo sido conforme o mesmo também analisadas as consequências de rupturas de barragem a montante ou os impactos dos excessos de calor no sistema de refrigeraçã), sendo que como também  referiu publicamente um ex-secretário de Estado da Energia nacional é possível um grave acidente.
Vem o Movimento Ibérico Anti-nuclear indagar V.Exa na qualidade de candidato à Presidência da Câmara Municipal, sobre:
1-   Se está informado da situação da central nuclear, dos 2 grupos em potência e agora do armazém em construção, do facto de além do mais a sua vida útil ter chegado ao fim, e do impacto que algum acidente pode ter no nosso país e no território a que é candidato?
2-   Se o território a que se apresenta candidato é na bacia do Tejo, se está informado das consequências do funcionamento de Almaraz na poluição radioactiva do rio e se tem previsto formas de controle e eventual minimização dos efeitos dos cúmulos de trítio nos sedimentos e também se considera instalar medições e divulgar registo nesse concelho?
3-   Sendo que um acidente além das consequências para o rio será certamente na atmosfera e sua contaminação que está o maior risco, pelo que vimos perguntar-lhe se pensa adquirir e ter prontas para distribuição, a exemplo do que acontece em toda a Bélgica, pastilhas de iodo para a população do concelho?
4-   O maior risco é todavia o sistema de proteção em si mesmo. A necessidade de instruções claras, de caminhos de evacuação que não apresentem riscos, de estradas desimpedidas, de bombeiros e outros agentes da proteção civil adequadamente preparados, e articulados com o serviço nacional. Sabemos que nada ou quase nada disso está feito ou sequer preparado. Qual é a sua posição e qual a resposta que irá dar caso seja eleito para obviar a esta situação, no quadro do projecto lei, apresentado pelo Verdes e aprovado no dia 19 de Julho, por unanimidade no nosso Parlamento, que  prevê a inclusão do planeamento de emergência nuclear nos planos municipais e distritais?
5-   Está em curso projecto de iniciar a mineração de urânio em Espanha, Retortillo (Salamanca), a escassos quilômetros da fronteira portuguesa. O impacto será sobretudo na zona sua envolvente, incluindo vários concelhos em Portugal de Trás-os-Montes e da Beira Alta. Caso seja candidato nalgum dos concelhos dessa zona qual será a sua posição no quadro da análise de impacte ambiental trans-fronteiriça que se deverá realizar, a não ser que haja cedência ou desatenção do governo nacional nessa matéria.


quarta-feira, agosto 30, 2017

Vai estar à venda em Lisboa, dizem-me muito em breve, este notável carro, com mais de 600 Kms de autonomia e etc., etc.
100% eléctrico! Tesla!!!!!
Até hoje nunca tinha sonhado com um carro....
Ainda está a decorrer um pseudo-debate entre três candidatos a vereadores e um candidato a presidente e com maioria absoluta, certamente. De facto estes tempos televisivos são uma desgraceira, demagogia barata, mentiras grosseiras, interrupções boçais, disparates sem nexo. Nenhuma proposta ou projecto.
É pena o Bloco não ter candidato, as deputadas, em luta entre elas pelo 2º lugar iguais a si mesmas e o eurodeputado com a cassete sempre pronta, até o apresentador fez um à parte genial a propósito.
E  Medina só está presente, não precisa de mais.
Lisboa vai continuar na mesma????
Nota:
Não tenho nenhum candidato e já não sou eleitor em Lisboa.
Onde raio foram buscar a ideia que as pessoas que querem voltar para Lisboa vão votar aí!?
É que ser candidato e procurar convencer esses....

domingo, agosto 27, 2017

Hoje estive em Aracena. É fantástico como passamos a fronteira e não é só o "dialecto" que muda. Hábitos, formas de estar, gastronomia, o atendimento nas lojas e restaurantes! e a educação. Mesmo numa pequena vila (onde lamentavelmente um excelente hotel, que foi gerido por uma mafiagem financeira, está fechado!) temos disponibilidade e pontos de interesse, além das famosas grutas. O Castelo e todo o seu enquadramento, um museu do porco "pata negra" e a vila relativamente bem preservada, embora com muitas casa devolutas ou sem ocupação.
Acabei um fantástico livro da linguista Victoria Navas sobre o Barranquenho, que deve ser preservado enquanto cultura e dialecto com tudo o que isso implica na sua relação espaço e tempo social e também conclui outro livro de um notável Charles Foster www.charlesfoster.co.uk, sobre o seu processo de transformação, literal mas também mental e percepcional.
como ele nos diz "os andorinhões tem o hábito de voar. Temos que ganhar o hábito dos andorinhões para podermos voar".
Nalguns locais velhos amigos são candidatos e já lhes dei o meu carinho, o Rui Cunha, em Portalegre, o António Regedor em Espinho, e alguns poucos outros.
Quem leu, ou venha a ler o meu pensamento sobre Autarquias sabe que discordo da cooptação pelos partidos e presuntivas listas independentes mas na realidade na maior parte dos casos abjecções, das eleições autárquicas, e do prolongamento de mandatos e de dinossaúrios e do regresso destes.
Sou por uma radical simplificação do tempo e do modo de gestão dos orgãos,  e alteração de alguns absurdos, como as actuais Assembleias de freguesia e municipais, que deveriam ser ou suprimidas ou totalmente modificadas.
Mas também considero essencial que, mesmo estes candidatos e partidos defendam pontos básicos. Os Orçamentos participativos, as Agendas XXI, a regulamentação de referendos e um programa para estes, o apoio ao desenvolvimento de Conselhos da Cidade ( a exemplo do das Caldas da Rainha), a descentralização do executivo (a exemplo do que foi a notável ida de António Costa e do seu Executivo municipal durante alguns anos para o Intendente) a realização, como acontece em Lisboa e noutras Câmaras de reuniões do Executivo municipal nas freguesias, e abertas e participadas, a abertura, com horário de "ouvidoria" dos cidadãos das vereações, e uma série de outras medidas que são apontadas neste livrinho, que historia os nossos municípios, recuando a antes de Portugal..., acompanha a sua evolução, e faz um levantamento do clientelismo e corrupção que estão associados a poderes subliminares, muitas vezes nos bastidores.
A ler e meditar.

sábado, agosto 26, 2017

Nuclear Waste: Last Week Tonight with John Oliver (HBO)


Contado em jeito de paródia, este é o maior problema que a humanidade enfrenta.
E, aqui ao lado Almaraz!
Este ano, será porque o meu nível de exigência e estética vai aumentando com o tempo, encontro os cartazes, os dois das festas bastante infelizes.
este, por exemplo, além de estar, pelo tipo de letra e cor de fundo escolhida, completamente ilísivel, não tem qualquer lógica o jogo de cores do mesmo ou os arabescos, ainda por cima mal enquadrados.
As festas irão continuar-se...

terça-feira, agosto 22, 2017

Ontem na RTP 1 passou o excelente documentário:
http://channel.nationalgeographic.com/before-the-flood/
que deveria ser visto em todas as nossas escolas!
Agora que nos protegemos dos assassinos islâmicos ( No tinc por, fantástica expressão que junta três línguas no catalão) não seria também altura de os nossos autarcas se unirem em medidas para alterar este paradigma?

segunda-feira, agosto 21, 2017

É um tema cheio de controvérsias e que alimenta muita gente, linguistas, etno~linguistas, socio-linguistas, pseudo linguistas e uma imensa quantidade, maior em quantidade que as línguas que estudam, muitas vezes inventam e tentam ou não preservar. É que há formas de as preservar que são a sua morte, por exemplo converter uma linguagem, um linguajar de contacto, que resulta de inúmeras fusões e isolamentos, que tem uma história ligada à oralidade em escrita e ensino livresco é aniquila-la completamente. 
Não que a recolha e até a invenção (mas com base em quê? na sonoridade, na vocalização? na aspiração? nos usos?) não seja positiva.
Sou desde há muito, e recordo conversas e polémicas com o Amadeu Ferreira sobre o mirandês, herdeiro do galaico-leonês e com uma estrutura organizada, um defensor das várias, muitas línguas e das suas expressões dialectais, ou fonéticas (o minderico por exemplo ou o nizouco ou o barranquenho).
Sendo de origens barranquenhas vejo com expectativa este trabalho, na continuidade, embora rompendo com a lógica desse, de Leite de Vasconcelos sobre o Barranquenho que será apresentado agora:
e aqui deixo um desafio, alguém, algum linguista, eventualmente, que compile e desenvolva o Alfacinha, que abunda (como o tripeiro e todas as outras especificidades do nosso país, felizmente algumas, muitas já documentadas e sei que também já temos trabalho "alfacinha") em expressões únicas.
O isolamento articula-se para criar palavras que ganham com o cosmopolitismo, é assim o barranquenho e continuará a ser, resistindo à institucionalização.
A caminho de ser só memória...
https://elpais.com/cultura/2017/08/17/actualidad/1502991798_438457.html
a calçada portuguesa!

sábado, agosto 19, 2017

O fanatismo terrorista e assassino que atingiu agora Barcelona deve levar-nos a um maior empenho na denuncia do pensamento único e da intolerância.
Somos todos Barcelona e não temos medo.

Como não temos medo do racismo e da supremacia branca que alastram do outro lado do Altântico pelas mãos do mais boçal Presidente que o Estados Unidos já tiveram, e muitos atingiram altos valores nessa escala.
Três orgãos de informação de referência trouxeram-no para a 1ª página...

temos que ser todos mais, muito mais!
E, no nosso país, felizmente votados ao zero sejam os apoiantes do Daesh sejam os apoiantes do nazi-racismo, devem ser combatidos, sem tréguas e com a palavra.
A palavra vence o medo!

quinta-feira, agosto 17, 2017

Há, certamente, muito a melhorar, mas parece-me que está no caminho certo a gestão, equilibrada entre um privado e o Estado ( governo/autarquia) da Tapada já Real de Mafra.
A meia hora de Lisboa é um local óptimo para caminhadas (atenção que algumas placas estão derrubadas), para passeios a cavalo ou uma voltinha de charette, ou até uma viagem de comboio, ou para um picnic em família.
Ao lado os lobos que também valem uma espreitada e apoio.
aqui javalis e cervos, carregando.

terça-feira, agosto 15, 2017

Como de costume todos, todos irão empurrar com a barriga, mais uma tragédia que atinge o nosso país, o gravíssimo acidente no Monte:
mas, felizmente há registos, há informação de há muito tempo sobre o estado miserável das árvores do planalto do Monte, e sobretudo das ornamentais que ladeiam a zona de devoção.
Mas, como de costume, a culpa irá morrer solteira. Uns porque estiveram lá e não fizeram nada, outros porque estiveram, estão a seguir e fizeram iguais ouvidos de mercador. Mas há 12 mortos, há mais de meia centena de feridos, alguns em estado muito grave.
Não é preciso ser Hercule Poirot para saber que continuamos com a pato-bavaria a dominar a ilha, e a pensarem que ainda vivemos os tempos da colonia, ou que somos saloios.

sábado, agosto 12, 2017

Tenho a maior simpatia, e mesmo amizade com alguns dos seus membros, pelo Fórum Cidadania Lx. Deles recebo hoje um comunicado sobre Turismo, que me permito transcrever as recomendações:
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Fórum Cidadania Lx apela à Câmara Municipal de Lisboa e ao Governo que se inicie, de imediato, uma acção de diagnóstico tendente ao desenho de um plano e calendarização de acções concretas que permita, por um lado, salvaguardar e promover a qualidade de vida dos seus habitantes, conciliando-a com a promoção das actividades económicas ligadas ao turismo e reabilitação urbana, procurando que potenciar os efeitos positivos e mitigar os efeitos negativos que ambos os interesses possam provocar um no outro.

Permitimo-nos desde já
 sugerir:
À Câmara Municipal de Lisboa, o uso dos seus poderes legais na gestão do espaço público, no sentido de limitar (não elimina​r) ou reforçar a exigência nos impactos (não eliminar) da implementação ou desenvolvimento de determinadas actividades económicas, nas zonas mais sensíveis da cidade, como sejam as zonas históricas ou classificadas, potenciando outras zonas da cidade, como sejam na definição de usos em planeamento urbano, condicionamento ou reorganização da circulação e cumprimento de níveis de ruído, e, obviamente, a necessidade de se preservar o edificado, uma vez que a cidade de Lisboa foi classificada pela própria CML como sendo toda histórica;
Ao Governo, a título de exemplo, uma política de arrendamento e reabilitação urbana, que permite a coexistência e disponibilidade de arrendamento de longa e curta duração, bem como a preservação do edificado e dos conjuntos urbanos;
Ao Governo e à Câmara Municipal de Lisboa, a promoção de transportes públicos, que permita a circulação de locais e visitantes na cidade, sustentando e economia mas não prejudicando a preservação da cidade, e diminuindo a pressão do transporte turístico.
O futuro de Lisboa, enquanto cidade para os lisboetas e para os seus visitantes depende do que agora for preparado e decidido. 

Se nada for feito, será tarde de mais para salvaguardar, adequadamente, a economia da cidade e os seus habitantes.

Com os melhores cumprimentos

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Nuno Caiado, Miguel de Sepúlveda Velloso, Beatriz Empis, Maria do Rosário Reiche, Rui Martins, Virgílio Marques, Carlos Moura-Carvalho, Luís Mascarenhas Gaivão, Fernando Silva Grade, Jean Teixeira, Júlio Amorim, Nuno Castelo-Branco, João Oliveira Leonardo, Guilherme Pereira, Fátima Castanheira
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Os bold são meus e é para assinalar onde, do meu ponto de vista, o Fórum erra.
Nas vésperas da campanha autárquica deveria o Fórum ser mais incisivo e ter amadurecido mais esta posição e nem sequer refiro, porque é matéria de outra discussão o preâmbulo que considero de enorme optimismo, na linha de algumas posições dominantes na C.M.L.
Fazer uma proposta introduzindo a sua negação é um nonsense, assim como introduzir nesta um exemplo, que ainda por cima não tem um mínimo de realidade e prática. Já falar sobre a praga que é um chamado transporte turístico, sem equacionar a sua reformulação e mesmo supressão em certas zonas, parece na linha do tal apoio subliminar ( e esperem para ver se não está, com igual vacuidade, nalguns programas eleitorais!) Há que cortar pela rama ou volta a crescer igual.
Finalmente este depende, remete para o pensamento do divino, que me parece desajustado da prática política.
O Fórum que tem sido o defensor e ouso mesmo dizer deveria empenhar-se em constituir-se em Lisboa como Conselho da Cidade desta vez deveria ter amadurecido mais a sua posição.
O turismo desregrado, e aqui tenho apresentado algumas propostas, dá cabo da cidadania, do espaço e da vida neste. Em Lisboa e não só em Dubrovnik !!!!!